Circular Informativa nº 20, de 23 de março de 2020 – Limpeza e desinfeção de superfícies em estabelecimentos de atendimento ao público ou similares – Infeção por SARS-CoV-2 (COVID-19)

Para: Estabelecimentos de atendimento ao público e população em geral
Assunto: Limpeza e desinfeção de superfícies em estabelecimentos de atendimento ao público ou similares – Infeção por SARS-CoV-2 (COVID-19)
Fonte: Direção Regional da Saúde
Contacto na DRS: sres-drs@azores.gov.pt

  1. Introdução
    No âmbito da infeção pelo novo Coronavírus (SARS-CoV-2), que pode evoluir para a COVID-19, estão a ser desenvolvidas medidas de Saúde Pública de acordo com a fase de resposta à propagação do vírus.
    O sucesso das medidas preventivas depende essencialmente da colaboração dos cidadãos e das instituições. É importante incentivar e salvaguardar o papel específico dos estabelecimentos, nomeadamente aqueles que lidam diretamente com o público em geral.
    Por serem frequentados e expostos a várias pessoas e de forma continuada, os estabelecimentos podem contribuir para a transmissão indireta do vírus. O vírus permanece em superfícies durante um período temporal que pode ir de algumas horas a 6 dias, e a limpeza e desinfeção frequente dos espaços diminui consideravelmente esse período. Assim, devem ser tomadas medidas adicionais de cuidados na limpeza e desinfeção de superfícies, de modo a prevenir a disseminação da COVID-19. Esta Circular Informativa poderá ser atualizada consoante a evolução do surto e/ou disponibilização de nova evidência científica.
  2. Características de transmissão e prevenção da doença
    O novo Coronavírus (SARS-CoV-2) pode transmitir-se por contacto direto e contacto indireto, através de gotículas expelidas para superfícies. À luz do conhecimento atual pensa-se que o SARS-CoV-2 pode permanecer nas superfícies durante pelo menos 48 horas. Se não houver uma limpeza e desinfeção adequada, e o aumento da sua frequência, as superfícies podem constituir-se como reservatórios de vírus e de outros microrganismos.

Via de contacto direto

Via de contacto indireto

Através de gotículas que uma pessoa infetada transmite pela boca ou nariz quando fala, tosse ou espirra (e não utiliza as regras de etiqueta respiratória) podendo estas entrar diretamente para a boca ou nariz de uma pessoa que está muito próxima.

Através das mãos, que tocam nas superfícies contaminadas com as gotículas expelidas pelas pessoas infetadas e que depois são levadas à cara, à boca ou ao nariz inadvertidamente, sem termos feito a higiene das mãos.

 

2.1. Superfícies críticas na transmissão da COVID-19
Todas as superfícies podem ser veículos de contágio, mas o risco deste contágio varia consoante a frequência de manipulação, de toque ou de utilização. As superfícies com maior risco de transmissão são as de toque frequente, ou seja, as superfícies manipuladas ou tocadas, por muitas pessoas, e com muita frequência ao longo do dia. São exemplos destas superfícies: maçanetas de portas, interruptores de luz, telefones, tablets e teclados de computadores principalmente quando usados por várias pessoas, botões de elevadores, torneiras de lavatórios, manípulos de autoclismos, mesas, bancadas, cadeiras, corrimãos, brinquedos em salas de diversão para crianças em espaços públicos, dinheiro, entre outros.
Algumas áreas de maior risco para a transmissão entre pessoas incluem:
• Áreas de isolamento, quer o quarto da pessoa doente de COVID-19 que permanece no seu domicílio e a casa de banho que utiliza, quer a área(s) de isolamento em estabelecimentos públicos;
• Áreas de restauração onde as pessoas comem (nomeadamente em grandes superfícies e restaurantes) ou outros (mesas, tabuleiros, bancadas, cadeiras) podem aumentar o risco para as pessoas que as frequentam, se não forem desinfetadas frequentemente e entre clientes;
• Áreas de confeção de alimentos, são críticas para evitar contaminação dos mesmos. Por isso, existem regras muito rigorosas de limpeza e desinfeção destas áreas;
• Instalações sanitárias públicas.

  1. Medidas gerais para estabelecimentos de atendimento ao público
    Os estabelecimentos devem assegurar-se que todas as pessoas que trabalham no mesmo, estão sensibilizadas para o cumprimento das regras de etiqueta respiratória, da lavagem correta das mãos, assim como as outras medidas de higienização e controlo ambiental abaixo descritas. Salienta-se ainda a importância:
    • Cada organização deve elaborar o seu plano de contingência para COVID-19, de acordo com a Circular Normativa n.º 11, de 28/02/2020 – Infeção por SARS-CoV-2 (Covid-19): Empresas, e atuar em conformidade;
    • Cada organização deve estabelecer um plano de limpeza e higienização das instalações. Mais:
    o Este plano deve estar afixado em local visível;
    o Deve existir um sistema de registo da limpeza com identificação das pessoas responsáveis e a frequência com que é realizada;
    o Nesta fase, a frequência de limpeza deve ser aumentada não bastando cumprir os horários habituais de limpeza estipulados anteriormente;
    o Os profissionais de limpeza devem conhecer bem os produtos a utilizar (detergentes e desinfetantes), as precauções a ter com o seu manuseamento, diluição e aplicação em condições de segurança, como se proteger durante os procedimentos de limpeza dos espaços e como garantir uma boa ventilação dos mesmos durante a limpeza e desinfeção.
    Toda a comunidade, nomeadamente os cidadãos, as famílias e os profissionais nos seus locais de trabalho, devem preocupar-se em manter a limpeza de rotina das superfícies, sobretudo aquelas onde todos tocam frequentemente.
    3.1. Técnicas de limpeza
    Os estabelecimentos devem assegurar-se que a limpeza segue a seguinte técnica:
    • A limpeza deve ser sempre húmida – não usar aspiradores a seco em zonas públicas, salvo se forem aspiradores com tanque de água que recolhe a sujidade na água; este depósito deve ser despejado e lavado entre cada uma das áreas a aspirar;
    • Deve ser realizada sempre no sentido de cima para baixo e, das áreas mais limpas, para as mais sujas:
    o Paredes e teto (se aplicável)
    o Superfícies acima do chão (bancadas, mesas, cadeiras, corrimãos, outros); Equipamentos existentes nas áreas;
    o Instalações sanitárias;
    o Chão – é o último a limpar.
    3.2. Materiais de limpeza
    Em relação aos materiais de limpeza, os estabelecimentos devem assegurar-se que:
    • Devem existir materiais de limpeza distintos (de uso exclusivo) de acordo com o nível de risco das áreas a limpar;
    • Os panos de limpeza devem ser, preferencialmente, de uso único e descartáveis (usar e deitar fora), diferenciados por um código de cores, para cada uma das áreas, de acordo com o nível de risco. São exemplos:
    o Bancadas, mesas, cadeiras, cadeirões de restaurantes e de gabinetes, entre outros: azul;
    o Mesas de refeição e áreas de preparação de alimentos: verde;
    o Casas de banho: pano só para limpar o lavatório: amarelo; pano para as sanitas (exterior): vermelho;
    o A parte interior da sanita não precisa de pano. Deve ser esfregada com o próprio piaçaba e com detergente de base desinfetante;
    • O balde e esfregona para o chão são habitualmente reutilizáveis, pelo que se deve garantir uma limpeza e desinfeção destes equipamentos no final de cada utilização. O balde e esfregona devem ser diferentes, para as áreas atrás referidas. Por exemplo: o balde e esfregona usados nas casas de banho, não devem ser usados nas áreas de alimentação, ou em outros espaços públicos.
    3.3. Frequência de limpeza
    Em relação à frequência de limpeza, os estabelecimentos devem assegurar-se que:
    • A limpeza de superfícies de toque frequente pode ser realizada com detergente de base desinfetante, para conseguir um procedimento mais rápido, isto é, um produto que contém na sua composição, detergente e desinfetante em simultâneo (2 em 1), compatíveis. Podem ter várias apresentações: líquida, gel, espuma ou spray. Não usar produtos em spray nas áreas de exposição e venda de alimentos já confecionados;
    • A frequência de limpeza das superfícies de toque frequente deve ser no mínimo 6 vezes ao dia, mas pode ser necessário aumentar essa frequência;
    • Nas áreas de restauração/cafés, esta limpeza rápida deve ser feita quando sai um cliente e entra outro para a mesma mesa. Os puxadores de portas devem ser limpos com mais frequência (cerca de 1 vez por hora);
    • Chão: lavar com água quente e detergente comum, seguido da desinfeção com solução de lixívia diluída em água. A frequência de limpeza deve ser no mínimo 2 vezes ao dia;
    • Instalações sanitárias (casas de banho): lavar preferencialmente com produto que contenha na composição detergente e desinfetante porque é de mais fácil aplicação e desinfeção. A frequência de limpeza do chão deve ser no mínimo, 3 vezes ao dia;
    • Os espaços onde podem estar crianças a brincar, devem ser limpos mais vezes durante o dia.
    3.4. Produtos de limpeza e desinfeção
    Em relação aos produtos de limpeza e desinfeção, os estabelecimentos devem assegurar-se que:
    • De forma a serem tomadas as medidas necessárias para proteger a saúde e o ambiente e garantir a segurança nos locais de trabalho, é necessário ter no estabelecimento as fichas de dados de segurança dos produtos (vulgarmente designadas por fichas técnicas) que constam no plano de higienização;
    • Devem ser cumpridas as indicações do fabricante e instruções nos rótulos dos produtos e nas fichas de segurança;
    • Os produtos químicos devem estar devidamente rotulados, fechados e conservados nas suas embalagens de origem, de modo a evitar o risco de contaminação de alimentos, por exemplo;
    • Os produtos químicos devem ser armazenados fora das áreas onde são manuseados os alimentos, em local fechado e devidamente identificado e fora do alcance de crianças ou pessoas com necessidades especiais;
    • Os detergentes a usar são os comuns ou de uso doméstico;
    • Os desinfetantes mais utilizados são: a vulgar lixívia (hipoclorito de sódio) com pelo menos 5% de cloro livre na forma original e o álcool a 70%;
    • Podem ser ainda utilizados produtos de desinfeção rápida sob a forma de toalhetes humedecidos no desinfetante e fornecidos em dispensador próprio (facilitando tirar 1 a 1 sem os contaminar). Estes são produtos que juntam habitualmente na sua composição, detergente e desinfetante compatíveis. Estes toalhetes são para usar numa superfície e não devem ser reutilizados em várias superfícies, porque favorece a disseminação dos agentes contaminantes. Usar um toalhete para cada superfície e descartar para o caixote do lixo. Não secar a superfície depois de usar o toalhete desinfetante, porque é necessário que a superfície fique molhada durante uns minutos até secar ao ar, para ser eficaz;
    • Existem no mercado, pastilhas de Dicloroisocianurato de sódio (com efeito semelhante à lixívia) mas de preparação mais rápida, não necessitando de grandes espaços para armazenar. Os utilizadores devem seguir as instruções do fabricante (rótulos) para o seu uso em segurança; estas pastilhas devem ser preparadas só na altura da utilização, para manter a sua eficácia;
    • As partes metálicas das superfícies ou as que não são compatíveis com a lixívia, devem ser desinfetadas com álcool a 70% ou outro produto compatível, para evitar a corrosão ou danificação;
    • Ao aplicar lixívia ou outro produto semelhante, abrir as janelas para arejar e renovar o ar, ajudando também a secar mais rapidamente as superfícies.
    3.5. Uso de equipamentos de proteção individual pelos funcionários de limpeza
    Em relação a equipamentos de proteção individual, os estabelecimentos devem assegurar-se que:
    • Os funcionários que limpam as áreas de alimentação não são os mesmos que limpam as casas de banho;
    • Nesta fase de possível disseminação do vírus, aconselha-se a que os profissionais de limpeza usem:
    o Bata impermeável, embora possa também ser usado um avental impermeável por cima da farda (não usar a roupa que traz de casa);
    o Uma máscara comum bem ajustada à face – a máscara deve ser mudada sempre que estiver húmida (mínimo de 4-6 horas);
    o Luvas resistentes aos desinfetantes (de usar e deitar fora);
    o Utilizar uma farda limpa todos os dias e um calçado próprio só para as limpezas; a farda deve ser lavada nos locais de trabalho e preferencialmente em máquina com ciclo de lavagem e desinfeção pelo calor – não deve ser levada para casa, para ser lavada pelos funcionários;
    o Na desinfeção de áreas de isolamento e/ou em grandes espaços (cinemas, restaurantes, centros comerciais, cantinas, escolas, entre outros) onde se supõe que possam ter ocorrido casos de COVID-19 ou eventual disseminação, pode recorrer-se ao método de desinfeção por vapor de peróxido de hidrogénio, através da aquisição de uma máquina e produto próprio. Esta desinfeção é feita depois da limpeza prévia e só pode ser realizada com a área vazia (sem ninguém presente). Cumprir as instruções do fabricante/fornecedor para a utilização deste desinfetante em segurança.
  2. Limpeza e desinfeção das superfícies de áreas comuns
    Na limpeza e desinfeção das superfícies de áreas comuns deve seguir as seguintes indicações:
    • Preparar a solução de lixívia (hipoclorito de sódio) com concentração original de 5% ou mais de cloro livre. A lixívia deve ser diluída na altura de utilizar. A solução diluída deve ser a 0,1%, na proporção de 1 parte de lixívia para 99 partes iguais de água (Consulte o Anexo I).
    • Lavar primeiro as superfícies com água e detergente.
    • Em seguida, espalhar uniformemente a solução de lixívia nas superfícies.
    • Deixar atuar a lixívia nas superfícies durante pelo menos 10 minutos – ler as instruções do fabricante/fornecedor. Essa etapa é fundamental.
    • De seguida enxaguar as superfícies só com água quente.
    • Deixar secar ao ar.
    4.1. Instalações sanitárias
    • Utilizar panos diferentes para os lavatórios e as áreas à volta destes e para o exterior das sanitas.
    • Seguir a sequência:
    o Iniciar a limpeza pelos lavatórios (1.º as torneiras e só depois o lavatório) e superfícies à volta destes;
    o Limpar os trocadores de fraldas;
    o Limpar as sanitas;
    o Limpar o chão.
    • Limpeza da sanita:
    − Parte interior da sanita: limpar o interior da sanita apenas com o piaçaba:
    o Se houver urina ou fezes, descarregar primeiro o autoclismo;
    o Não deitar lixívia ou produto com amoníaco sobre a urina, porque provoca uma reação gasosa nociva para a saúde;
    o Aplicar o produto detergente com base desinfetante; deixar atuar durante pelo menos 5 minutos;
    o Esfregar bem por dentro com o piaçaba;
    o Puxar o autoclismo com o piaçaba ainda dentro da sanita para que este também fique limpo;
    o Volte a puxar a água.
    − Parte exterior da sanita:
    o Espalhar o detergente/desinfetante na parte de cima da sanita e sobre os tampos;
    o Esfregar com o pano: primeiro os tampos e só depois, a parte exterior da sanita (em cima e nos lados);
    o Passar com pano só com água;
    o Deixar secar ao ar;
    o Limpar e desinfetar bem o botão do autoclismo. Pode desinfetar também com álcool a 70º-80º.
    • No final da limpeza, deve voltar a passar um pano humedecido em desinfetante em todas as torneiras.
    • Não esquecer de limpar frequentemente as maçanetas das portas das casas de banho.
    4.2. Fraldário em casas de banho públicas
    • As superfícies devem ter uma capa plástica coberta intacta (sem rasgões ou fendas);
    • O profissional de limpeza que limpa o fraldário deve:
    o Limpar e desinfetar primeiro a cobertura plástica dos dois lados – lavar e desinfetar o colchão no sentido de cima para baixo e deixar secar ao ar na posição horizontal;
    o De seguida, lavar e desinfetar o tampo do móvel e as partes laterais e da frente do fraldário; passar depois com pano só com álcool a 70% porque tem uma ação mais rápida ou deixe secar ao ar. Pode também fazer uma limpeza e desinfeção deste espaço com toalhetes humedecidos em desinfetante compatível;
    o Siga as instruções dos rótulos dos produtos utilizados sobre: diluições, regras de segurança na utilização, entre outras.
    4.3. Mobiliário e brinquedos em locais públicos de diversão para crianças
    • Os brinquedos de plástico ou de borracha que entrem na boca de uma criança devem ser lavados com água e detergente e se possível passar com álcool a 70º;
    • Os brinquedos que possam ser lavados e desinfetados em máquina, devem sê-lo preferencialmente; os que não suportem a temperatura elevada, mas possam ser lavados em máquina de lavar roupa, devem ser lavados a temperatura baixa (fria ou morna) e depois submetidos a um ciclo final de desinfeção com produto compatível com os brinquedos; verificar as instruções do fabricante para ter a certeza de que a máquina atinge a temperatura certa;
    • Os brinquedos que não podem ser lavados em máquina, mas podem ser imersos, devem ser lavados num recipiente específico para o efeito, com uma solução detergente e desinfetante compatível; deixar atuar durante 5 minutos; enxaguar apenas com água e por a secar de preferência em máquina se tolerarem o calor;
    • Os brinquedos que não podem ser imersos e têm de ser limpos manualmente devem ser evitados em espaços públicos. Neste caso, se existirem, passar com um toalhete humedecido em desinfetante sobre todas as partes do brinquedo. Pode também humedecer um pano apenas em álcool a 70% ou um pano bem torcido humedecido em solução de lixívia na diluição de uma medida de lixívia em 200 medidas iguais de água. Passar com um pano só com água de seguida e deixar secar ao ar;
    • Os brinquedos que aguentem a secagem em máquina de secar devem ser secos por este método preferencialmente.
    4.4. Áreas de preparação e confeção de alimentos
    • Os materiais de limpeza são específicos para estas áreas e seguem as regras definidas pela legislação em vigor;
    • Deve haver panos diferentes de limpeza para as bancadas e utensílios destas; as mesas, cadeiras e outro mobiliário; material específico para o chão;
    • Os produtos a utilizar (detergentes e desinfetantes devem ser produtos que não contaminem eventualmente os alimentos);
    • Não borrifar com desinfetante em spray nas áreas onde há alimentos em confeção ou em exposição.
  3. Limpeza e desinfeção de superfícies da área de isolamento onde esteve uma pessoa suspeita ou confirmada de COVID-19
    Na limpeza e desinfeção das superfícies de áreas de quarentena ou isolamento, de suspeito ou doente confirmado, deve seguir as seguintes indicações:
    • Esperar pelo menos 20 minutos depois de a pessoa doente, ou suspeita de estar doente sair da área de isolamento/quarentena e, só depois, iniciar os procedimentos de limpeza em segurança;
    • Preparar a solução de lixívia (hipoclorito de sódio) com concentração original de 5% ou mais de cloro livre. A lixívia deve ser diluída na altura de utilizar. A solução diluída deve ser a 0,1%, na proporção de 1 parte de lixívia para 49 partes iguais de água (Consulte o Anexo I);
    • Lavar primeiro as superfícies com água e detergente;
    • Em seguida, espalhar uniformemente a solução de lixívia nas superfícies;
    • Deixar atuar a lixívia nas superfícies durante pelo menos 10 minutos – ler as instruções do fabricante/fornecedor. Esta etapa é fundamental;
    • De seguida enxaguar as superfícies só com água quente;
    • Deixar secar ao ar.
  4. Limpeza e desinfeção de superfícies que contenham sangue ou outros produtos orgânicos
    Na limpeza e desinfeção das superfícies de áreas que contenham sangue ou outros produtos orgânicos (vómito, urina, fezes), deve seguir as seguintes indicações:
    • Utilizando luvas resistentes, avental impermeável e óculos de proteção, absorver o mais possível o derrame com papel absorvente para não espalhar os líquidos;
    • Aplicar de seguida a solução de lixívia na diluição de 1 parte de lixívia em 9 partes iguais de água;
    • Deixar atuar durante pelo menos 10 minutos; tapar a zona afetada com toalhetes para que as pessoas não pisem e colocar o dispositivo de alerta para zona em limpeza de manutenção;
    • Lavar a área suja com água e detergente comum; enxaguar só com água e deixar secar ao ar.

Mais informação e materiais de podem ser encontrados em http://covid19.azores.gov.pt.

Referências bibliográficas
Australian government. Environmental cleaning and disinfection principles for COVID-19. 10march 2020.
CDC: Best Practices for Environmental Cleaning in Healthcare Facilities: in Resource-Limited Settings. November 2019.
CDC. Environmental Cleaning and Disinfection Recommendations. Interim Recommendations for US Households with Suspected/Confirmed Coronavirus Disease 2019.
Centers for Disease Control and Prevention (CDC) Atlanta. Guidelines for Environmental Infection Control in Health-Care Facilities. Recommendations of CDC and the Healthcare Infection Control Practices Advisory Committee (HICPAC), U.S. Department of Health and Human Services. GA 30329. Updated: July 2019.
Kundrapu, Sirisha & Sunkesula, Venkata & Jury, Lucy & Sitzlar, Brett & Donskey, Curtis. (2012). Daily Disinfection of High-Touch Surfaces in Isolation Rooms to Reduce Contamination of Healthcare Workers’ Hands. Infection control and hospital epidemiology: the official journal of the Society of Hospital Epidemiologists of America. 33. 1039-42. 10.1086/667730.
Department of Health, New York State. Interim Guidance for Cleaning and Disinfection of Public Transportation Settings for COVID-19.
European Centre for Disease Prevention and Control. Interim guidance for environmental cleaning in nonhealthcare facilities exposed to SARS-CoV-2. ECDC: Stockholm; 2020.
Komal K. Jain. Novel Coronavirus (COVID-19) – Fighting Products. The American Chemistry Council’s (ACC) Center for Biocide Chemistries (CBC).

Anexo I – Diluições de lixívia

  1. Diluição de lixívia para desinfeção da área de isolamento em estabelecimentos públicos: lixívia na concentração original de cloro livre a 5%, na diluição de 1/50, ou seja, 1 parte de lixívia em 49 partes iguais de água. Aplica-se também às instalações sanitárias e áreas de toque frequente.

Concentração original da lixívia

Para obter 1 litro de solução de lixívia a 1000 ppm, pronta a utilizar

%

Volume de lixívia

Volume de água

5

20 mililitros

980 mililitros

 

Concentração original da lixívia

Para obter 5 litros de solução de lixívia a 1000 ppm, pronta a utilizar

%

Volume de lixívia

Volume de água

5

100 mililitros

4,900 litros

 

Concentração original da lixívia

Para obter 10 litros de solução de lixívia a 1000 ppm, pronta a utilizar

%

Volume de lixívia

Volume de água

5

200 mililitros

9,800 litros

 

Desinfeção com lixívia das superfícies comuns em estabelecimentos públicos: lixívia a 5% de cloro livre na forma original, na diluição de 1/100 ou seja, 1 parte de lixívia em 99 partes iguais de água:

Concentração original da lixívia

Para obter 1 litro de solução de lixívia pronta a utilizar

%

Volume de lixívia

Volume de água

5

10 mililitros

990 mililitros

 

Concentração original da lixívia

Para obter 5 litros de solução de lixívia pronta a utilizar

%

Volume de lixívia

Volume de água

5

50 mililitros

4,950 mililitros

 

Concentração original da lixívia

Para obter 10 litros de solução de lixívia pronta a utilizar

%

Volume de lixívia

Volume de água

5

100 mililitros

9,900 mililitros

 

  1. Diluição de lixívia para desinfeção das áreas comuns no domicílio de uma pessoa com COVID-19: lixívia com uma concentração original de 5%, na diluição de 1 parte de lixívia em 99 partes iguais de água.
    Para diluir a lixívia em casa, de forma mais simples, e conforme a quantidade de solução de lixívia que deseja preparar, recomenda-se:
    • 5 colheres de sopa de lixívia em 3,8 litros de água,
    Ou
    • 4 colheres de chá de lixívia em 1 litro de água.

Anexo: Circular informativa n.º 20

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