Circular Informativa nº 17, de 22 de março de 2020 – Ausência de evidência entre o agravamento da infeção por COVID-19 e o ibuprofeno

Para: Cidadãos
Assunto: Ausência de evidência entre o agravamento da infeção por COVID-19 e o ibuprofeno
Fonte: Direção Regional da Saúde
Contacto na DRS: sres-drs@azores.gov.pt
Class.:C/C. C/F.

Na sequência de nota informativa do Infarmed, Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde, I.P. (INFARMED) a Direção Regional da Saúde informa que não existem, atualmente, dados científicos que confirmem um possível agravamento da infeção por COVID-19 com a administração de ibuprofeno ou outros anti-inflamatórios não esteroides.
Neste sentido, não há motivo para os doentes que se encontrem em tratamento com os referidos medicamentos o interrompam.
A possível relação entre a exacerbação das infeções, na generalidade, e a toma de ibuprofeno está a ser avaliado na União Europeia no Comité de Avaliação de Risco de Farmacovigilância da Agência Europeia do Medicamento (EMA). Espera-se que esta análise, cuja conclusão se aguarda em maio de 2020, permita esclarecer se existe uma associação entre a toma de ibuprofeno e a exacerbação das infeções. Dado que o ibuprofeno é utilizado para tratar os sintomas iniciais das infeções, será
extremamente complexo determinar esta relação.
O tratamento sintomático da febre deve ser realizado através do uso de paracetamol como primeira alternativa. No entanto, também não há evidências para contraindicar o uso de ibuprofeno. Os dois medicamentos devem ser utilizados com base na informação constante do Resumo da Características do Medicamento e Folheto Informativo.
Salientamos ainda que, qualquer doente deverá respeitar as indicações dos seus médicos assistentes no uso racional dos medicamentos prescritos.
O Infarmed, em articulação com a rede europeia do medicamento, continuará a acompanhar e a divulgar qualquer nova informação sobre este assunto.

Anexo: Circular Informativa n.º 17 de 2020

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